Tag Archive | drogas

Guia para sobreviver na TI

Guia de sobrevivência na TI

Visto em:  Facebook.

Brasil já tem pelo menos 29 grandes cracolândias, dispersas por 17 capitais

Na semana em que o governo federal lançou megaplano contra o crack, ‘Estado’ teve acesso com exclusividade a mapeamento inédito

Bruno Paes Manso – Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Em 17 capitais brasileiras, já há atualmente 29 cracolândias com alta concentração de consumidores. Todas são itinerantes e vão se movimentando segundo o ritmo das incursões policiais e brigas entre traficantes.

Principais pontos de consumo de crack estão nas áreas centrais das cidades - Nacho Doce/Reuters

Principais pontos de consumo de crack estão nas áreas centrais das cidades – Nacho Doce/Reuters

Principais pontos de consumo de crack estão nas áreas centrais das cidades

Em nove dessas cidades, os principais pontos de consumo de crack estão nas áreas centrais. As informações estão no mapeamento feito pela Secretaria Nacional Antidrogas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Na semana em que o governo federal lançou um plano de R$ 4 bilhões de combate ao crack, o Estado teve acesso com exclusividade a 16 dos 27 mapas das capitais.

Segundo o mapeamento da Fiocruz, cada região brasileira tem suas especificidades. Nenhuma cidade do Brasil, no entanto, se assemelha à capital paulista, onde o crack já está presente desde o fim dos anos 1980. Para dar conta da complexidade paulistana, pesquisadores esquadrinharam o território da cidade em mais de cem mapas. E descobriram que pelo menos cinco cracolândias na capital têm mais de cem pessoas.

“Já pesquisei nos Estados Unidos e na Alemanha e nunca vi nada no mundo parecido com São Paulo”, diz Francisco Bastos, pesquisador da Fiocruz e coordenador do estudo. Bastos explica que os mapas também vão servir como referência para que as equipes de saúde entrem em contato com consumidores.

No trabalho final, que deve ser divulgado no ano que vem, foram listados mais de 5 mil pontos de consumo de crack no Brasil. Em um ano, pesquisadores ouviram 21 mil consumidores e atualmente tentam chegar ao total de usuários nas ruas. A ideia é que, com esse estudo em mãos, União e Estados possam direcionar melhor ações e recursos para combater a expansão do uso da droga.

Distribuição. Na Região Norte, segundo a pesquisa, as concentrações de usuários de crack são pequenas e dinâmicas. Lá também se consome o oxi, derivado da pasta-base de cocaína misturado com querosene. No Nordeste, existem cenas variadas. Em Salvador, a concentração de usuários nas ruas é grande como a das cidades do Sudeste. No Recife, há uma mistura de pequenos e grandes redutos. No Sul do Brasil, em cidades como Porto Alegre e Florianópolis, as cracolândias são de tamanho médio.

No Sudeste estão as cracolândias mais visíveis e impressionantes. E se espalham por todo o território de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

O Distrito Federal, na região Centro-Oeste, também se destaca pela alta densidade – existem lá pelo menos cinco cracolândias, que estão presentes tanto no Plano Piloto quanto em municípios vizinhos, como Ceilândia e Gama.

via Brasil já tem pelo menos 29 grandes cracolândias, dispersas por 17 capitais – internacional – geral – Estadão.

Consumo médio de crack é de 1 tonelada/dia e sistema de saúde atende 250 mil usuários por mês

Estudo da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados aponta gasto diário de R$ 25, no mínimo, por dependente

Estimativas da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados e da Polícia Federal indicam que os brasileiros consomem, todos os dias, cerca de 1 tonelada de crack. E os números podem estar subestimados, uma vez que consideram o universo de apenas 1,2 milhão de usuários de crack no País. Não há ainda dados oficiais sobre dependentes.

Um relatório preliminar da Comissão de Segurança da Câmara, realizado com o apoio da Federação Nacional dos Policiais Federais e do SindiReceita, indica que hoje um quilo de pasta-base de cocaína produz quatro quilos de crack. E um quilo de crack fabrica 4 mil pedras, cada uma com 240 miligramas, em média. Pelo levantamento, fica desmistificada a ideia de que o crack é uma droga barata. Há a dependência de cinco, dez pedras diárias – e nenhum usuário gasta, por dia, menos de R$ 25 com o vício.

Para consolidar pela primeira vez uma estimativa sobre o uso dessa droga no Brasil, especialistas levaram em conta um consumo diário, por pessoa, de quatro pedras. Esse estudo foi publicado pelo jornal O Globo. Mas dentro do próprio governo o tamanho dessa epidemia ainda é uma incógnita, embora agentes diretamente ligados aos usuários há meses convivam com as consequências do uso das “pedras” por todo lado.

No primeiro semestre, o Planalto encarregou um grupo de cientistas da Fiocruz de preparar um mapeamento do crack no País. Mas a conclusão desse trabalho, se forem obedecidos os critérios tradicionais do trabalho de campo, só deverá ser apresentada no próximo semestre – talvez no fim de 2012.

Pelo sertão. O consumo dessa droga derivada da cocaína – que dentro da Polícia Federal, encarregada do combate ao tráfico pesado, é vista simplesmente como mais uma apresentação da pasta de coca aditivada com solventes e outras substâncias prejudiciais à saúde – já se espalhou pelo fundão do País, de tal forma que é possível encontrar casos de consumidores em comunidades a milhares de quilômetros da cracolândia paulistana.

O Estado já mostrou, em uma série de reportagens no mês de setembro, a chegada do crack ao interior.

Essa crise está presente, por exemplo, nas praças e favelas de outros grandes centros urbanos, como Recife, e nas casas das periferias pobres de cidades pequenas, como Floresta (PE), no chamado Polígono da Maconha, e arredores. Embora só agora o governo lance seu programa, médicos, psicólogos e outros profissionais de saúde que trabalham nos hospitais interioranos já estão cansados de ver crianças, jovens e adultos se perderem fumando pedra, seja no cachimbo, como mostram as cenas mais conhecidas da cracolândia, seja na mistura dos pedaços de cocaína com tabaco e maconha, como denunciam, há meses, policiais acostumados com as apreensões de drogas no sertão.

Atendimentos. Conforme dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde, entre 2003 e 2011, houve um aumento de dez vezes nos atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) por causa da dependência química – foram de 25 mil por mês para 250 mil.

Para atender a essa demanda, os Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas vão passar a funcionar 24 horas por dia, a pedido da presidente Dilma Rousseff. De acordo com o ministério, a ampliação no horário – hoje os centros fecham geralmente às 18 horas – se dará de forma “gradual”.

Hospitais. O pacote contra as drogas, lançado ontem em um grande evento em Brasília, prevê ainda inauguração de enfermarias especializadas em hospitais do SUS, que servirão para atendimento e internação durante crises de abstinência e intoxicação. Além da criação de leitos, haverá mudanças na remuneração do serviço. O valor da diária de internação aumentará 250%, passando de R$ 57 para R$ 200. / PABLO PEREIRA e RAFAEL MORAES MOURA

via Consumo médio de crack é de 1 tonelada/dia e sistema de saúde atende 250 mil usuários por mês – saopaulo – versaoimpressa – Estadão.

%d blogueiros gostam disto: